quinta-feira, junho 29, 2006

Re...Cantos...



Os cantos…os nossos recantos…
Aqueles que tantas vezes nos acalmam…
Aqueles onde nos refugiamos de dor,
de tristeza, de alegria, de vida…
Aqueles cantos onde nos escondemos do mundo
E até de nós próprios…


Naquele canto espalhei as águas mornas
do meu sentir…e quis esquecer-me de ti…
Refugiei-me numa alegria fingida e imaginária…
Mas cá no fundo a minha outra metade
embalava-se sozinha….
Embebedava-se com as dores e o sofrimento que causaste
com as tuas maldades…
Se calhar não foram muitas…simplesmente as suficientes…
O desprezo e falta de atenção constante…
O quanto eu tentei por nada…por nada… pois na realidade estou sozinha…
E sempre estive…
Os teus breves aparecimentos eram apenas para teu contento…
Porque precisavas…
Mas porquê? Se tinhas tantas e tão perto… (penso eu…)
Na realidade não te conheço…
Nem quero…

As minhas duas metades juntam-se…
A alegria não dura…é inconstante…
E sente-se saudades do conforto que a tristeza
Acaba por causar…
É o chamado cómodo…
E assim se deixam as minhas duas metades a sofrer
sozinhas, caladas, infelizes, mas com esperança…
De dias melhores…

"Melhores dias virão…
Para ti ou para mim?
Posso contar contigo?
Claro que podes…"
=)
:)

Devil_Girrl 29.06.2006

sábado, junho 24, 2006

Realidades ...as minhas tristes realidades...


Deixo uma folha cair…
Deixo os papeis, os meus papeis,
Serem…
Existirem…
Nem que seja só para mim,
eles são…
eles existem…
São o meu desabafo maior,
a minha companhia,
as minhas recordações, feitas palavras…
Os meus papeis…sou eu!
Pura e simplesmente…

Sinto-me pronta a desmanchar a cada palavra…
Sinto-me assim…como um copo,
que se caí….parte-se, desmancha-se todo…
Frágil…terrivelmente frágil estou…sou…
Não vejo soluções…e sim mais problemas,
em cima de problemas…

Não me sinto capaz de mais nada,
não sinto forças para lutar, por mais nada…

Onde foi….onde está aquela criança,
despreocupada, leve, simples
que eu fui…?
Já fui, já não sou, já não posso ser mais…

Esta tudo cada vez mais difícil,
é tudo tão complicado…
Sinto um peso tão grande nas minhas costas,
em mim…
naquilo que tenho sempre de fazer…

Ninguém compreende os meus pesos,
ninguém percebe…

E eu sinto-me tão sozinha…como nunca estive…

Deixa-me voltar aos teus braços…
Deixa-me voltar a ser criança…de tudo,
e não me dês mais responsabilidades do que aquelas que já tenho…

Devil_Girrl 30.03.2006

terça-feira, junho 20, 2006

Lutas interiores...

Os olhos sinistros seguem as tuas passadas…
Os olhares tristes perseguem-te até ás entranhas…
E serão apenas eles?
Não! É também as más experiências…
os medos…os teus terríveis medos…
de ser enganada e usada mais uma vez…
Riscos que corres…
A entrega e confiança é total,
já não está nas tuas mãos…
Será que em algum momento o esteve?

Queres ser forte e lutar,
contra os teus próprios sentimentos,
não os queres sentir assim, já…
tão fortes e tão presos…
já não está de maneira nenhuma nas tuas mãos…
E que provas tens em que é tudo verdade?
E se não passa tudo isto de uma ilusão?

Queres ser cega e acreditar,
mais uma vez…
queres tentar acreditar,
que ainda tens hipótese de ser feliz,
que também a mereces,
a ela, a tão bonita felicidade,
que sentes quando estás com ele,
que sentes que te a dá…
Serão mais mentiras e falsidades,
que te iram deitar a baixo,
mais uma vez?
Agora, como já disse, não está nas tuas mãos…

Espera, olha, vê, tudo com atenção…
Ama com cautela,
mas ama livremente…
A verdade, é que anjos assim,
aparecem poucas vezes….

Devil_Girrl 26.05.2006

segunda-feira, junho 12, 2006

Algo que perdi...

Oiço barulhos de água,
dessas palavras
que me cantas ao ouvido…

Só queria que me cantasses o que quero o
uvir…
Só queria que me deixasses pois já não sei o que sentir…

Danço com árvores nuas…
Pelo jardim incerto…
Danças comigo também?
Danças connosco?

Abraças árvores e mulheres como se fossem o mesmo…
Esse barulhos de água de palavras cantadas continuam,
E a musica não para…
E a dança não acaba…
Sinto uma angustia que me consome…
Uma tremenda vontade de gritar…
Mas alguém me afoga as palavras
Num silêncio de gato…

Deixaste-me sozinha…enquanto danças e cantas barulhos de águas nos ouvidos de outras…
Esses barulhos de águas que eram, (pensava eu), só nossos…
Esses barulhos de águas que se me entranharam até aos ossos…

Tu abriste mão dos nossos segredos…
Abriste mão de tudo o que vivemos…

Tu nunca gostaste de mim…
(E quem gosta?)
Nem tu nem ninguém…

Só quero esquecer que exististe, lugar escondido…
Só não me quero lembrar d
o sentimento que sinto…

Quero me perder…
Perder na nossa cama de folhas…
Donde se vêem estrelas, luas, e o nascer do sol…

Embrulho-me no meu casulo de seda….
Faço das folhas um abrigo…
E esqueço-me lentamente de t
i…amigo…

Devil_Girrl 11.06.2006


domingo, junho 11, 2006

Anjo que em monstro se tornou...


Quero agarrar nas minhas folhas…
E amachuca-las contra o peito…
Ter coragem de queimar poemas
Que já não fazem o mínimo efeito…

Não te quero tirar o sossego e muito menos a calma
Esses já ficaram perdidos nesse teu poço de alma…

Quem és tu vendedor?
Não te quero largar não te quero esquecer…
Só te quero amar…amor…
Vende-me um pouco de essências,
daquelas que me fazem esquecer…
Que existo…

O mundo parou! Será que alguma vez girou?
Não para mim, não!
Para mim é sempre o mesmo e velho mundo,
de pessoas cruéis, de maldades e afins estranhos…

Tão cedo…mas tão tarde…
Já não estas aqui…
Será que algum dia estiveste?
Não te vi…
Porquê que não te olhei?
Porquê que não te olhei, como devia?

Sou tão cega….tão cega…
E tenho olhos…olha lá se não os tivesse…

E tu? Será que algum dia me viste?
Será que algum dia me olhas-te?
Claro que não, dá muito trabalho…
E eu também não o fiz…
E porquê?
Porque quis ser cega e não ver
o quão monstruoso,
que tu também consegues ser…

De quem eu falo com tanta angustia e raiva?
Quem és tu, monstro horripilante, que me faz ter pesadelos?

Deixai-me ser…
Deixai-me ver…

As minhas ideias…já não se ligam…
Estou muito perdida…
Nesta estrada de doces amargos…

Mais uma colherzinha de açúcar, não?

Devil_Girrl 11.06.2005

quarta-feira, junho 07, 2006

Prisioneira de corpo e alma...


…todos me pisam…
sou a formiguinha pequenina,
atarantada sem saber para onde ir…
formiga que perdeu o norte…

Renasço todos os dias
ao me levantar da cama…
Este molho de lençóis que
ressuscitam a alma e o corpo.

Vocês todos, que me espicaçam
para me voltar a levantar…
Os próprios que me matam
à hora a que me vou deitar.

Mutilam o meu corpo,
os meus sentimentos, o meu eu,
seja interior ou físico,
a vós não vos faz diferença…
Limitam-se a destruir-me,
a matar-me e a fazerem-me renascer
de cinzas…já bem mortas…
para voltar ao mundo cruel,
cruel, que são vocês que o fazem…

E o que vos importa o que eu sinto,
ou como estou?
Nada, nada disso importa…
Apenas e só, podem, fazer-me o que fazem…
Podem, e nunca desaparecem,
nem dos meus sonhos, pesadelos ou
mesmo das minhas insónias…

…mãos que me fazem renascer todos os dias,
para me voltarem a matar…

Devolvam-me a minha vida,
aquela já esquecida…
tirem-me as correntes,
deixem-me ser livre,
mas não me magoem mais…

…de que me serve liberdade
se vivo assombrada pela maldade?

Lavem essas mãos,
já há tanto tempo, tão sujas,
das minhas mortes…
Lavem-nas de vez e não as voltem a sujar,
em mim…em ninguém…

Devil_Girrl 30.05.2006

segunda-feira, junho 05, 2006

Mistura de pensamentos, ideias e pessoas

Porquê esta maneira frívola
de pensar e agir?
Porquê o não pensar
e deixar andar?
Porque não consigo dizer
um simples basta,
um simples não?

Um dia cheio outro vazio;
Uma hora nada outra tudo;

(Deixei os meus pensamentos
inacabados em algum lado,
tenho de os ir buscar…)

Porquê falhar?
Porquê gostar-te e não, odiar-te?
Porquê deixar e não deixar-te?
Porquê eu e não tu?
Porque te olho e tu não me olhas,
Porquê ver-te, mesmo que seja pouco,
E tu não me vês???
Porquê?
(Hoje pareço uma criança…)
Desembaraça-me as ideias
e os pensamentos, querido,
Desembaraça-me os nós do cabelo…

Sou a protagonista do meu teatro,
a peça já vai alta,
E o resto dos actores,
não passam de figurantes
e personagens secundários.
Lamentam-se da vida no meu leito,
e as palavras doces, soltam-nas,
ao meu ouvido,
como também cantam,
para me conquistar e encantar talvez…
Depois de tudo tão bem ensaiado, saem gloriosos.
Recebem as flores e os aplausos,
e eu…varro as folhas, do soalho, do chão,
onde vocês todos, foram estrelas brilhantes,
e eu não!
A glória é muita e a peça
claro que terminou…
Fizeram vocês os vossos sucessos,
enquanto eu choro por amor que não tenho…
enquanto afinal, não fui eu apenas uma mera figurante…

Eleva o teu espírito anjo…
Dai-me asas pois já sei voar,
mas talvez ainda não seja hora
de as utilizar…

(As mãos já gastas de tanto,
limpar, arrumar, dobrar,
passar, cortar…
As mãos, as minhas mãos,
já um pouco cansadas,
não largam por nada esta caneta.
Porquê, amigo papel?)

Pessoa, deixas-te algo para mim…
Será mesmo, será? Enfim…

(O cheiro a lixívia predomina
ainda nas minhas mãos…)

Santo António…oh tu casamenteiro,
também queres me dar alguma coisa,
ou deixarás o acaso me dar?
Apenas queria amor,
pois tenho tanto para dar…

É bonita a mulher que
me trouxe ao mundo,
ainda é mais pois teve tantos filhos,
a sua missão sempre fora,
ser mãe…
Não a consigo ver, sentir de outra forma
se não, a minha eterna amiga,
de batalhas e de uma única guerra,
a sobrevivência neste mundo,
onde ambas nos sentimos estranhas…

Devil_Girrl 04.06.2006

segunda-feira, maio 15, 2006

Aquela mulher...

A espera é longa…
Ás vezes…infinita…
Depende do quê, de quem, como, porquê, aonde…
Tantas razões e motivos…
Uns validos outros não…
Porquê tantas certezas?
Ou…ainda tantas duvidas?
Não virá…e ela têm a certeza disso...
Mas, ainda têm aquela duvida…
E uma esperança incalculável que ele mude de
ideias à última da hora…

Não virá…
E passa o tempo…

Vi-a…passou, em passos largos, mas calmos,
pelo parque…
As lágrimas, contornavam o seu rosto…
Mas ela, não estava ali…

Ficara…
Sentada, imune a tudo o resto,
abstraída do mundo,
das folhas que caíam das árvores,
da chuva grossa que lhe encharcava até aos ossos…
Mais nada, parecia lhe importar, apenas,
esperava…
A esperança era a ultima a morrer,
e ela própria também…

Ela…morrera ali…
Á espera…de alguém…
Que tanto infortúnio lhe trouxe,
Tanto desgosto…
Tanta angustia…
Por mais que se tenha ido embora,
ficou lá, o seu coração…

Há quanto tempo foi isto…
E ainda a vejo no parque…à espera…

Devil_Girrl 16.05.2006

segunda-feira, maio 08, 2006

A culpada de eu me sentir assim?...

Fechou os portões altos do seu castelo…
Deixou-se trancada, durante muito tempo
na sua eternidade fingida, efémera…
como sempre, muitos treparam os altos muros
,
as suas muralhas….
Mas alguém ousou destrui-las por completo?
Tantos passaram as suas barreiras, e chegaram
bem perto dela, vendo a sua decadência,
vendo que tinha sido apenas perda de tempo…
Quantos foram aqueles que até começaram a destruí-la?
Mas nunca terminaram…era perda de tempo…
E é talvez…

Só o amor verdadeiro as destruiria, as mandaria a baixo,
não deixando sequer uma ponta de tijolo para contar a história…
É com isso que foi vivendo…


“É com esse sonho que me alimento…
Um sonho que se desvanece dia para dia…
Um sonho que morre…que me mata…

Já não acredito nas fadas…
Nem nos príncipes…
E nem no “para sempre”…

Rasgo a roupa…
Tiro a mola que me segura o cabelo…
Sou selvagem…
Uma tremenda raiva e ódio me assola o coraçã
o…
Quero morrer?
Quero matar?
Quero apenas sair daqui…
Tirem-me daqui!!!!!!!!!!!
Este castelo cheira a memórias

A merda deste quarto sabe a fel…
Os cigarros já não contentam nem aguçam a minha vontade…
Já não acalmam como
outrora…
Tirem-me daqui…

Desisto…”

O grande portão da frente se abre fazendo rosnar as dobradiças,
Está carcomido pelo tempo…

Uma demoniazinha em forma de gente sai pela frincha aberta…
Espalhando a infelicidade do sentir…
A solidão que não lhe coube mais na vida
E muito menos no coração…


Devil_Girrl 04.05.2006

quarta-feira, maio 03, 2006

Desenfreada e louca, perco-me nos meus sentimentos...


De onde brotam estes sentimentos
grandes e firmes,
gigantes e descoordenados,
como os passos de uma dança que mal acabada está…
De onde os fui desenterrar…
Ao meu passado longínquo,
em que em menina sonhei com o meu príncipe encantado?
Não, jamais iria a tamanho sonho criança buscar estes sentimentos,
apesar de verdadeiros e puros,
apesar de ter certezas infindáveis de jamais me ter sentido assim,
não me vejo a voltar à minha infância…
De tais formas e jeitos mudei tanto…
Mas tanto que até me assusto, hoje,
em que tomo consciência absoluta desse facto
tão importante na minha vida efémera de diabinha…
Quero saber a fonte, desta incontrolável ansiedade,
de te ver, cheirar, sentir, unir, amar….
Haaaaaaaa apaixonei-me, será?
Não! Vou pesquisar mais um pouco, nestes livros enormes
e que as paginas não tem fim, os livros do meu passado,
apesar de saber, pressentir, supor até…que esta abominável sede,
é com certeza de um passado recente…
Que está tão vivo dentro de mim e nos meus livros,
em que eu própria escrevo o desenrolar dos dias,
as intermináveis noites de solidão,
a dor…ou talvez as dores que me rodeiam e apoderam o meu coração…

Cá está! Ohh como eu suspeitava…
E não és mesmo um príncipe? És e sempre serás…
A tua bondade, e a tua dedicação em ajudar…
Como, como não poderei amar alguém assim?
Irresistível de olhar, muito têm a aprender é certo…
E agora que atravessa ele aqueles mares de duvidas,
que nos tomam conta da alma, do coração e da vida…
É bem certo e sabido que não o abandonarei, talvez seja
ousadia minha tomar tanta liberdade, mas sei que lho devo
como amiga que sou…
Desculpa-me as palavras de ontem, ou do outro dia,
explodir de raiva é sempre o meu primeiro acto…
Talvez o pior…mas o que posso eu fazer?
São feitios…hihi

Tantas e imensas palavras, já deves estar tão cansado
de me ouvir…ler…
Quem sabe eu não te as possa dizer,
mas de outra forma?
Quem sabe, daqui uns tempos…

Abro os braços…e vou a correr ter com os meus pequenos tesouros…
Aqueles que guardo numa caixa de sapatos…

Devil_Girrl 04.05.2006

segunda-feira, maio 01, 2006

E assim sou transparente para ti...


Tantas cartas e cartões feitos…
todos eles rasgados por raiva,
raiva por saber, ou apenas talvez,
suspeitar o que se iria passar depois…
Ouve-me! porquê estares assim?
Deixa-me de novo,
escrever-te as cartas
e oferecer-te os cartões…
Não te escondas mais do mundo,
saí cá para fora, ou,
deixa-me ir buscar-te de novo…

Deixa-me conseguir mais
do que aquilo que eu já tinha conseguido…
não aguento ver-te assim…
não aguento mais, ver-te assim,
sozinho e triste…
Acorda para a vida,
Arrisca, tenta, luta!
Por mais batalhas que percas,
não percas a força e a esperança,
vive um dia de cada vez,
vive o presente e o agora,
deixa o futuro, para depois,
deixa-o quietinho,
ele se ajustará…
Quebra as tuas regras,
essas rígidas regras que te impões…

Deixa-me amar-te de novo…
eu só não te quero ver assim,
Vive! Reage e Age!

Devil_Girrl 01.05.2006

quarta-feira, abril 26, 2006

O que faz a tua ausência...





Sinto-me vazia…
Nem as palavras me vêm à cabeça…
Queria…queria escrever algo de bonito,
para ti…
Para ti, que és tão importante e a quem
eu nunca dediquei nada…de bonito talvez…



Sinto tanto a tua falta…
Tenho sofrido calada, em alguns momentos…
Mas noutros, explodi, com quem não devia, contigo…
De certa forma culpo-te por estarmos assim,
de outra não culpo ninguém, apenas te queria aqui
para mim…para me consolares desta minha tristeza,
que nem eu sei as razões por vezes…
Para me ajudares a fazer aquilo que não sei…
E eu não sei tanta coisa…
Para tudo o que tu sabes e bem…
Mas não podes…

Agora sou eu que devo cuidar de ti, e dos nossos,
Mas custa tanto…
Ajuda-me por favor…pelo menos com palavras ajuda-me…
Cada vez me sinto menos capaz…

Afinal…ainda não é desta que te escrevo algo bonito…
Desculpa…

Devil_Girrl 28.04.2006

domingo, abril 23, 2006

Pensamentos descabidos, monologo estúpido...

Que é feito de mim e
das palavras que escrevi?
Que é feito do que pensei?
Onde me posso procurar…onde?

Em poemas…que falei de mim…
Mas, já não sou assim…
Já não me sinto assim…
Mas gostava…

De me sentir feliz e alegre,
contente e ter uma alegria de viver imensa…
Será que já fui assim?
Será?

Diz-me tu, amigo, já fui?
Por vezes…talvez…quem sabe?
Nem eu sei, quanto mais tu…

As palavras, mortas, já não dizem nada
Sussurram entre os meus dedos
o que me querem transmitir…
Murmur
am no meu ouvido interior,
aquilo que querem realmente dizer…
Mas não dizem, calam-se, e falam, escrevem para dentro…
Palavras…tantas…e eu sem as utilizar…
Quero engolir um dicionário,
talvez assim tenha direito
a um mais
requintado vocabulário…

Ironia…serves de tanto hoje em dia…

Devil_Girrl 24.04.2006

domingo, abril 16, 2006

Dias intermináveis de amargura...


Esta solidão é angustiante…
Já não vejo razões para nada…
Sinto-me tão perdida…
Estou completamente à deriva…

Fechei as portas e as janelas…
Encerrei os raios de sol…
No meu quarto escuro e sombrio
sopra a brisa,
faz frio…

Já ninguém queria saber antes,
agora quem não quer, sou eu…

Entreguei-me à solidão
e aqui estou…
e aqui fico…
Ninguém ouse entrar! – Grito…
Ninguém quer entrar! – Murmuro…

Sinto-me infeliz assim…
Mas agora,
não há nada que eu possa fazer,
para mudar…
Nem agora, nem mais tarde,
há-de ser sempre assim…

Mais uma vez repito o meu ritual,
a minha rotina…
Deito-me na minha cama,
fumo o meu cigarro,
apago a luz,
choro…
Já é dia!

13.03.2006 Devil_Girrl

sábado, abril 08, 2006

O que me deixas-te...



Deixaste-me os livros…
Esqueceste-te das capas e dos títulos…

Primeiro livro…já o sei de cor…
Só de olhar as paginas nuas,
as letras despidas
sei que é o romance que tanto
gostavas de ler em voz alta…
Dizias que o amor dos protagonistas
era igual ao nosso…
Eu sempre achei o do livro mais bonito…
…têm um final feliz…


Segundo livro…vi-te por várias vezes
com ele na mão, nunca cheguei a perceber se o leste…
Leio eu…
Acho que se trata de mais um livro de detectives…
Gostavas de variar mas não muito…

Terceiro livro…o outro romance…
Aquele que sempre achei mais parecido
com a nossa história…
...têm um final trágico…
Sempre fui pessimista…

Guardo-os na estante, depois de três dias
dedicados a lê-los,
a recordar-te,
a recordar-nos,
a martirizar-me,
a perceber…que, acabou…

Devil_Girrl 08.04.2006

quinta-feira, abril 06, 2006

Uma paisagem diferente construida...


Uma noite de Outono…
calma, fria e silenciosa,
como muitas…
Pego em tudo o que sinto,
pego no meu eu
e sigo, a estrada…
O caminho que andamos a
construir aos poucos e poucos…
Vou construindo sozinha um pouco
da nossa estrada, do nosso mundo…
Desta vez a paisagem,
é uma praia…

Corro…corro descalça,
pela areia molhada, húmida…
Deixo-me embriagar pelo
cheiro da maresia…
Sinto o mar salgado
nos meus pés descalços…
O mar frio que me arrepia
a espinha…
Não me importo com nada…
Mergulho no mar gelado de Outono…
Rebolo na areia da praia…
Vou dançando com as ondas do mar…
Sozinha completamente sozinha
gozo da frescura de uma noite de Outono…
Cansada de tanto dançar e correr,
Deito-me de barriga para cima na areia húmida…
Sinto o cheiro a algas…
A minha boca sabe a sal…tenho sede…
Uma sede descontrolada…
Parece que adivinhas e vens ao meu encontro…
Beijas a minha boca salgada deixando
um pouco do sabor adocicado da tua…
E agora…olhas-me com os
teus olhos ternos e meigos, cor de mel…
perco-me…perco-me de novo neles,
em ti…nos teus braços…

Envolvemo-nos os dois
numa dança de conquista e sedução,
esquecemos o mundo à nossa volta,
e apenas vivemos no nosso…
Gozamos os dois a frescura da noite de Outono,
corremos ambos descalços sobre
a areia húmida da praia…
Mergulhas comigo no mar gelado…
dançamos os dois juntos, unidos
com as ondas do mar…
cansados nos deitamos na areia ,
e perdemo-nos de novo nos braços
um do outro….
Fazemos amor enquanto o sol
vai nascendo…
E assim deixamos mais
um pouco do nosso mundo construído…

Devil_Girrl 30.10.2006

sábado, abril 01, 2006

Diferenças de mundos interiores...

Sinto que já ninguém me compreende…
Já ninguém me ouve…
Sinto as poucas forças perdidas

por terra…
Serão só erros meus?
Não…são erros do mundo…
Do mundo em que eu vivo,
que começo a perceber q
ue é diferente,
de o de muita gente…
Não me acho melhor nem pior
Nem certa nem errada
Acho-me apenas…diferente…

Sinto vontade de chorar…
pois estou só,

na sala que se encontra vazia…
Tanto de sonhos como de pesadelos…
Apenas…sou o monstro que se deixa aqui ficar
por não ter mais para onde ir…
Sim, sou um monstro…
Não tenho duas cabeças
nem olhos a mais…
sou um mons
tro que vê, sente e faz de maneira diferente…
O quê?
Tudo…e nada…


Devil_Girrl 24.03.2006

quarta-feira, março 29, 2006

Ainda hoje a guardo...

Chuva...muita chuva...
corro, ando,
volto a correr...
Sinto a chuva na minha cara,
a minha roupa encharcada,
os meus ténis ensopados,
o meu cabelo cola-se há minha face...

Choro...as lágrimas misturam-se...
lágrimas de chuva.

Choro e grito bem alto, para o mundo me ouvir...
"Mais...manda mais, porra!"

Estico os meus braços para o céu,
abro bem as palmas das mãos,
apanho a chuva, que pedi
e guardo-a, no bolso do casaco...

Para de chover de repente.

Ainda hoje, tenho aquela
chuva no casaco...

Devil_Girrl 28.03.2006

segunda-feira, março 27, 2006

O que é importante?!...

Onde…onde me deixei esquecida…
a mim e a tudo…

As recordações são a minha
única salvação,
avivam-me a memória…

Para lá das paginas

deixei o meu lugar…
estou longe de tudo e todos…
será melhor assim?!

Não vejo jeitos de isto mudar…
Só se for para pior…
Os dias repetem-se,
como se fossem cassetes
que se vêem na televisão…

a porra disto tudo é
que nem comédia é,
parece-me mais a mim, um filme dramático!
É ás recordações e sonhos que me

agarro…mas não chega,
já, não chega para nada…

Tanto tempo para tudo…
tão pouco para nada!
Tanto tempo para o cheio…

tão pouco para o vazio!

Devil_Girrl 23.03.2006


quarta-feira, março 22, 2006

O perder as forças...

Deito-me para dormir…
penso, que o amanhã me espera,
para mais um dia de nada…
um dia vazio e cheio…
Estou cansada sim,
cada vez mais cansada,
de não ter os meus rumos…
de me sentir completamente perdida,
nestes dias vazios e cheios…
O sono já cá esta…
já há algum tempo…
mas nunca o suficiente
para me fazer dormir
eternamente!

Devil_Girrl 20.03.2006