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Eu queria um mundo...
cheio de luzinhas brilhantes...
queria também uma lua...
e uma noite...sempre escura e silenciosa...
Eu passeava pela praça, perdida de amores...
Num cantinho me achei, encolhida....
por medo, talvez, de viver o belo...
por desconfiar, que apenas é um sonho bonito...
por já ter caído tantas vezes contigo...
Desta vez, deste-me a mão...
Fizeste das minhas lágrimas um sorriso estrelado...
mas...
a minha metade...pergunta...
"por quanto tempo, desta vez?"
respondo...
"não sei....esperemos que o suficiente para me fazer feliz,
o suficiente, para não me desiludir e magoar,
quanto tempo baste....
amor não têm tempo, hora, lugares, nem datas marcadas...
amor existe, sente-se, vive-se...
ama-se...
dá-se...
recebe-se..."
Abraço-te e caminhamos juntos, iluminados pela minha lua,
durante todas as nossas noites....
Devil_Girrl 30.07.2006
Dava tudo...por palavras tuas....
Esperei...tempo demais...
Esperei, que as flores e a brisa me trouxessem
de novo os cheiros...recordações...
Eu caminhei, por pensamentos e noites de mim tristes...
Deixei-me morrer numa praia, longe das tuas mãos...
Aquele mar frio...
A areia molhada...
Os meus cabelos entrançados...
Olhei o sol, encandeando a minha face...
O quê que eu tinha, naquela altura?
O quê que eu tive nos meus pesadelos, sonhos,
enquanto dormia?
Quem não me segurou as mãos....São escolhas minhas...
Decisões minhas...
A solidão e o seu terror...
As loucuras que por vezes se comete...
Desentranço os cabelos molhados...
Percorro um caminho fechado de paz...
Um caminho...tão incompleto....
Irregular...
Inconstante...
De repente...corro...Corro, como se nada me pegasse ao chão...Corro, com vontade...de fugir...?
de não estar...
de não ser...
corro para deixar...
E ali estás tu...
de braços abertos para me receber...
acarinhar e confortar de tudo o que me deixa, no fundo...
de um sótão escuro e sem caminhos a percorrer...
Devil_Girrl 26.08.2006
Obrigada por nunca teres deixado de estar presente...
Amo-te Mãe...
Eu podia mentir-me
e deixar de existir...
Eu podia...
deixar as letras amontoarem-se
em mim...
as palavras ganhar pó...
Eu podia...se conseguisse...
Passeava pela cidade adormecida
e as luzes encadeavam cada passo que dava...
O vento que me acompanhava...
acompanhava as minha pesadas passadas...
O meu cabelo dançante...
Os meus olhos em lagrimas geladas...
A praça, a fonte, as ruas desertas..
A noite que passa...
O dia que amanhece...
A vida que me deixa...
O destino desaparece...
As águas claras da fonte
deixam-me ver através de mim
o que eu quero esquecer...
Recordações em ti que não te vou dizer...
Palavras caladas, lembradas, mas eternamente gastas...
Confusões de instintos, pensamentos, sentimentos....
Não me sei defenir há muito...
Como se define alguém?
Procurem-me numa luz fechada
por portas e janelas...
Procura-me num segredo que ficou por contar...
Num dia que ficou por esquecer...
Deixa-me andar...para lá dos teus paraisos,
para lá dos teus lugares escondidos...
em mim...
Olha para mim...
Dá-me a tua mão...
Sentes a minha?
Consegues descobrir aquilo que não digo?
Consegues ler-me
ou
já te cansas-te?
Não me destruas...
Caminho para casa....
Para a minha noite artificial...
Devil_Girrl 19.08.2006
Eu ouvi-te...
e fiz de conta....
que dormia..
que sonhava...
Sonhava conosco, felizes...
contigo a meu lado, sempre...
mas num sempre...tão distante das minhas mãos...
num sempre tão distante do agora...
num sempre...tão de fantasia..
num sempre...só apenas sonhado...
(sonhos...ilusões...)
Fiz de conta...
que não sentia...
os teus dedos tactearem a minha pele...
as tuas mãos acariciarem o meu rosto, o meu corpo...
os teus labios quentes beijando os meus....
Fiz de conta...
que não sabia...
que te ouvia...
que te via...
que te sentia...
Fiz de conta...demasiadas vezes...
hoje...
queria tanto fazer de conta...
mas...onde é que tu estás?
no que é que eu falhei?
Faz de conta agora tu...
Devil_Girrl 11.08.2006
A musica que me faz viajar...
não para de tocar...nem na minha mente...
As frases..tão distantes...
Mas a tua voz tão perto...
A tua mão...toca o tecto do meu vacuo aceso...
puxas-me para tão perto...
mas eu continuo no chão...
naquele soalho frio..e gelado..em que caí...
Muda a musica do nosso vacuo, sim nosso,
agora fazes parte...
porque me tocaste..
porque nos tocamos...no vazio..
Num vazio tão profundo...
Num vazio tão nosso...
Num vazio...tão cheio de nós...
Fundimo-nos...
o infinito deixa de existir...
o futuro já não nos faz sentido...
apenas nos interessa o momento..
o agora...e não o para sempre...
dali jamais saimos...
ali jamais alguém entrará...
somos dois num só...
somos apenas nós...
e os nossos amores...
Nós no soalho frio..e gelado em que caímos...
Nós que nos amamos...
As nossas mãos tocam o tecto do vacuo aceso...
Vamos desaparecer...aqui...
Vamos...
Vou...
Vais...
Devil_Girrl 07.08.2006
Não sigas os meus passos....
deixa-me sozinha nesta estrada...de pedras azuis...
segue as pedras vermelhas...
deixa as amarelas...por seguir...
Não fiques aí, não fiques aí...
Para!olha, para mim....
Não me sigas...
...
Não...te vás embora....
Esquece as estradas....esquece as cores...
Esquece o mundo...
Esquece tudo...
Olha para mim!!
Não me esqueças a mim...
Não te esqueças de nós...
Tu para mim és tudo...
Eu estou aqui...
Tu já...estiveste mais...mas estás...da medida que te é possivel..
Fica...
Olha...
O que vés...comigo?
O que vés...quando estás comigo?
Olha...há nossa volta...
Tu pensas tanta coisa...tu sabes tanta coisa...
Diz-me, diz-me por favor...
o que vés..o que sentes...
Eu sei...eu sei...o que sentes por mim...
eu sei...mas não quero só isso..
eu sei...mas..
mas...
tu também sabes...
Amo-te cada vez mais...
mas...
Porquê?
Porquê????????????
Tu estas tão longe....
vem rápido...vai passar tão depressa...
Por estares tão longe...
Devil_Girrl 06.08.2006
Os dias são demasiados...
demasiado curtos...
demasiado longos...
demasiado leves...
demasiado pesados...
demasiados...
demasiados dias aqui...
aqui contigo...e com todos...
cansada...
esgotada, por vezes...
Fumo demais? paciência...
Estou a mais? claro que não...não me deveria era ausentar tanto...
Estás aí?
Está aí alguém?
para...apenas me ouvir chorar...
para...apenas estar...
para...apenas...
para apenas um apenas...
Esta música faz-me viajar...
para onde eu não quero...
para o que eu nem me quero lembrar...
(Porque é que as pessoas fazem perguntas...?
Eu também as faço...)
Fica aqui não vás...já...fica...
eu ainda não chorei tudo...
tu ainda não ficaste tudo...
Ainda vale a pena?
Porquê?
não tenho nada...
nem a ti...
Ainda não chorei tudo...
Fostes...
Devil_Girrl 05.08.2006
O quanto eu já tentei…
Tentei fazer de mim o que não era nada…
Tentei fazer de mim…algo…
Continuo a tentar, inutilmente…
Não tenho hipóteses…
Já não há caminhos a seguir…por agora…
Só…apenas…estar…
De que me serve a esperança…
Sinto-me tão inútil, mas sei a minha utilidade…
Não é o que eu quero para mim e mesmo assim, baixo a cabeça e continuo…
talvez o amanha…seja diferente…
(Mas sei que não será…)
Deito-me de manhã, para não me surpreender…com nada…
Deito-me de manhã pois assim já não sonho com nadas,
Com coisas que não existem, com esperança de algo….
Deixo o meu corpo cansar-se até ao ultimo…para não me lembrar…
Tudo o suficiente para me abstrair da minha apatia pelo mundo…
De tudo ao meu redor…
Faço as mesmas coisas todos os dias…
Mudam os horários…
Mas não muda a rotina….
Não muda a expressão que tenho no rosto…
Não muda a tristeza que sinto…
Não muda…
Não para…
Não…
e …
sempre…
Não…
Daqui a bocado está na hora de me deitar…vou pensar…
Já?
Devil_Girrl 05.08.2006

Os cantos…os nossos recantos…
Aqueles que tantas vezes nos acalmam…
Aqueles onde nos refugiamos de dor,
de tristeza, de alegria, de vida…
Aqueles cantos onde nos escondemos do mundo
E até de nós próprios…
Naquele canto espalhei as águas mornas
do meu sentir…e quis esquecer-me de ti…
Refugiei-me numa alegria fingida e imaginária…
Mas cá no fundo a minha outra metade
embalava-se sozinha….
Embebedava-se com as dores e o sofrimento que causaste
com as tuas maldades…
Se calhar não foram muitas…simplesmente as suficientes…
O desprezo e falta de atenção constante…
O quanto eu tentei por nada…por nada… pois na realidade estou sozinha…
E sempre estive…
Os teus breves aparecimentos eram apenas para teu contento…
Porque precisavas…
Mas porquê? Se tinhas tantas e tão perto… (penso eu…)
Na realidade não te conheço…
Nem quero…
As minhas duas metades juntam-se…
A alegria não dura…é inconstante…
E sente-se saudades do conforto que a tristeza
Acaba por causar…
É o chamado cómodo…
E assim se deixam as minhas duas metades a sofrer
sozinhas, caladas, infelizes, mas com esperança…
De dias melhores…
"Melhores dias virão…
Para ti ou para mim?
Posso contar contigo?
Claro que podes…"
=)
:)
Devil_Girrl 29.06.2006
Deixo uma folha cair…
Deixo os papeis, os meus papeis,
Serem…
Existirem…
Nem que seja só para mim,
eles são…
eles existem…
São o meu desabafo maior,
a minha companhia,
as minhas recordações, feitas palavras…
Os meus papeis…sou eu!
Pura e simplesmente…
Sinto-me pronta a desmanchar a cada palavra…
Sinto-me assim…como um copo,
que se caí….parte-se, desmancha-se todo…
Frágil…terrivelmente frágil estou…sou…
Não vejo soluções…e sim mais problemas,
em cima de problemas…
Não me sinto capaz de mais nada,
não sinto forças para lutar, por mais nada…
Onde foi….onde está aquela criança,
despreocupada, leve, simples
que eu fui…?
Já fui, já não sou, já não posso ser mais…
Esta tudo cada vez mais difícil,
é tudo tão complicado…
Sinto um peso tão grande nas minhas costas,
em mim…
naquilo que tenho sempre de fazer…
Ninguém compreende os meus pesos,
ninguém percebe…
E eu sinto-me tão sozinha…como nunca estive…
Deixa-me voltar aos teus braços…
Deixa-me voltar a ser criança…de tudo,
e não me dês mais responsabilidades do que aquelas que já tenho…
Devil_Girrl 30.03.2006
Os olhos sinistros seguem as tuas passadas…
Os olhares tristes perseguem-te até ás entranhas…
E serão apenas eles?
Não! É também as más experiências…
os medos…os teus terríveis medos…
de ser enganada e usada mais uma vez…
Riscos que corres…
A entrega e confiança é total,
já não está nas tuas mãos…
Será que em algum momento o esteve?
Queres ser forte e lutar,
contra os teus próprios sentimentos,
não os queres sentir assim, já…
tão fortes e tão presos…
já não está de maneira nenhuma nas tuas mãos…
E que provas tens em que é tudo verdade?
E se não passa tudo isto de uma ilusão?
Queres ser cega e acreditar,
mais uma vez…
queres tentar acreditar,
que ainda tens hipótese de ser feliz,
que também a mereces,
a ela, a tão bonita felicidade,
que sentes quando estás com ele,
que sentes que te a dá…
Serão mais mentiras e falsidades,
que te iram deitar a baixo,
mais uma vez?
Agora, como já disse, não está nas tuas mãos…
Espera, olha, vê, tudo com atenção…
Ama com cautela,
mas ama livremente…
A verdade, é que anjos assim,
aparecem poucas vezes….
Devil_Girrl 26.05.2006
Oiço barulhos de água,
dessas palavras
que me cantas ao ouvido…
Só queria que me cantasses o que quero ouvir…
Só queria que me deixasses pois já não sei o que sentir…
Danço com árvores nuas…
Pelo jardim incerto…
Danças comigo também?
Danças connosco?
Abraças árvores e mulheres como se fossem o mesmo…
Esse barulhos de água de palavras cantadas continuam,
E a musica não para…
E a dança não acaba…
Sinto uma angustia que me consome…
Uma tremenda vontade de gritar…
Mas alguém me afoga as palavras
Num silêncio de gato…Deixaste-me sozinha…enquanto danças e cantas barulhos de águas nos ouvidos de outras…
Esses barulhos de águas que eram, (pensava eu), só nossos…
Esses barulhos de águas que se me entranharam até aos ossos…
Tu abriste mão dos nossos segredos…
Abriste mão de tudo o que vivemos…
Tu nunca gostaste de mim…
(E quem gosta?)
Nem tu nem ninguém…
Só quero esquecer que exististe, lugar escondido…
Só não me quero lembrar do sentimento que sinto…
Quero me perder…
Perder na nossa cama de folhas…
Donde se vêem estrelas, luas, e o nascer do sol…
Embrulho-me no meu casulo de seda….
Faço das folhas um abrigo…
E esqueço-me lentamente de ti…amigo…
Devil_Girrl 11.06.2006

Quero agarrar nas minhas folhas…
E amachuca-las contra o peito…
Ter coragem de queimar poemas
Que já não fazem o mínimo efeito…
Não te quero tirar o sossego e muito menos a calma
Esses já ficaram perdidos nesse teu poço de alma…
Quem és tu vendedor?
Não te quero largar não te quero esquecer…
Só te quero amar…amor…
Vende-me um pouco de essências,
daquelas que me fazem esquecer…
Que existo…
O mundo parou! Será que alguma vez girou?
Não para mim, não!
Para mim é sempre o mesmo e velho mundo,
de pessoas cruéis, de maldades e afins estranhos…
Tão cedo…mas tão tarde…
Já não estas aqui…
Será que algum dia estiveste?
Não te vi…
Porquê que não te olhei?
Porquê que não te olhei, como devia?
Sou tão cega….tão cega…
E tenho olhos…olha lá se não os tivesse…
E tu? Será que algum dia me viste?
Será que algum dia me olhas-te?
Claro que não, dá muito trabalho…
E eu também não o fiz…
E porquê?
Porque quis ser cega e não ver
o quão monstruoso,
que tu também consegues ser…
De quem eu falo com tanta angustia e raiva?
Quem és tu, monstro horripilante, que me faz ter pesadelos?
Deixai-me ser…
Deixai-me ver…
As minhas ideias…já não se ligam…
Estou muito perdida…
Nesta estrada de doces amargos…
Mais uma colherzinha de açúcar, não?
Devil_Girrl 11.06.2005
…todos me pisam…
sou a formiguinha pequenina,
atarantada sem saber para onde ir…
formiga que perdeu o norte…
Renasço todos os dias
ao me levantar da cama…
Este molho de lençóis que
ressuscitam a alma e o corpo.
Vocês todos, que me espicaçam
para me voltar a levantar…
Os próprios que me matam
à hora a que me vou deitar.
Mutilam o meu corpo,
os meus sentimentos, o meu eu,
seja interior ou físico,
a vós não vos faz diferença…
Limitam-se a destruir-me,
a matar-me e a fazerem-me renascer
de cinzas…já bem mortas…
para voltar ao mundo cruel,
cruel, que são vocês que o fazem…
E o que vos importa o que eu sinto,
ou como estou?
Nada, nada disso importa…
Apenas e só, podem, fazer-me o que fazem…
Podem, e nunca desaparecem,
nem dos meus sonhos, pesadelos ou
mesmo das minhas insónias…
…mãos que me fazem renascer todos os dias,
para me voltarem a matar…
Devolvam-me a minha vida,
aquela já esquecida…
tirem-me as correntes,
deixem-me ser livre,
mas não me magoem mais…
…de que me serve liberdade
se vivo assombrada pela maldade?
Lavem essas mãos,
já há tanto tempo, tão sujas,
das minhas mortes…
Lavem-nas de vez e não as voltem a sujar,
em mim…em ninguém…
Devil_Girrl 30.05.2006
Porquê esta maneira frívolade pensar e agir?Porquê o não pensare deixar andar?Porque não consigo dizerum simples basta,um simples não?Um dia cheio outro vazio;Uma hora nada outra tudo;(Deixei os meus pensamentosinacabados em algum lado,tenho de os ir buscar…)Porquê falhar?Porquê gostar-te e não, odiar-te?Porquê deixar e não deixar-te?Porquê eu e não tu?Porque te olho e tu não me olhas,Porquê ver-te, mesmo que seja pouco,E tu não me vês???Porquê?(Hoje pareço uma criança…)Desembaraça-me as ideiase os pensamentos, querido,Desembaraça-me os nós do cabelo…Sou a protagonista do meu teatro,a peça já vai alta,E o resto dos actores,não passam de figurantese personagens secundários.Lamentam-se da vida no meu leito,e as palavras doces, soltam-nas,ao meu ouvido,como também cantam,para me conquistar e encantar talvez…Depois de tudo tão bem ensaiado, saem gloriosos.Recebem as flores e os aplausos,e eu…varro as folhas, do soalho, do chão,onde vocês todos, foram estrelas brilhantes,e eu não!A glória é muita e a peçaclaro que terminou…Fizeram vocês os vossos sucessos,enquanto eu choro por amor que não tenho…enquanto afinal, não fui eu apenas uma mera figurante…Eleva o teu espírito anjo…Dai-me asas pois já sei voar,mas talvez ainda não seja horade as utilizar…(As mãos já gastas de tanto,limpar, arrumar, dobrar,passar, cortar…As mãos, as minhas mãos,já um pouco cansadas,não largam por nada esta caneta.Porquê, amigo papel?)Pessoa, deixas-te algo para mim…Será mesmo, será? Enfim…(O cheiro a lixívia predominaainda nas minhas mãos…)Santo António…oh tu casamenteiro,também queres me dar alguma coisa,ou deixarás o acaso me dar?Apenas queria amor,pois tenho tanto para dar…É bonita a mulher queme trouxe ao mundo,ainda é mais pois teve tantos filhos,a sua missão sempre fora,ser mãe…Não a consigo ver, sentir de outra formase não, a minha eterna amiga,de batalhas e de uma única guerra,a sobrevivência neste mundo,onde ambas nos sentimos estranhas…Devil_Girrl 04.06.2006
A espera é longa…
Ás vezes…infinita…
Depende do quê, de quem, como, porquê, aonde…
Tantas razões e motivos…
Uns validos outros não…
Porquê tantas certezas?
Ou…ainda tantas duvidas?
Não virá…e ela têm a certeza disso...
Mas, ainda têm aquela duvida…
E uma esperança incalculável que ele mude de
ideias à última da hora…
Não virá…
E passa o tempo…
Vi-a…passou, em passos largos, mas calmos,
pelo parque…
As lágrimas, contornavam o seu rosto…
Mas ela, não estava ali…
Ficara…
Sentada, imune a tudo o resto,
abstraída do mundo,
das folhas que caíam das árvores,
da chuva grossa que lhe encharcava até aos ossos…
Mais nada, parecia lhe importar, apenas,
esperava…
A esperança era a ultima a morrer,
e ela própria também…
Ela…morrera ali…
Á espera…de alguém…
Que tanto infortúnio lhe trouxe,
Tanto desgosto…
Tanta angustia…
Por mais que se tenha ido embora,
ficou lá, o seu coração…
Há quanto tempo foi isto…
E ainda a vejo no parque…à espera…
Devil_Girrl 16.05.2006
Fechou os portões altos do seu castelo…
Deixou-se trancada, durante muito tempo
na sua eternidade fingida, efémera…
como sempre, muitos treparam os altos muros,
as suas muralhas….
Mas alguém ousou destrui-las por completo?
Tantos passaram as suas barreiras, e chegaram
bem perto dela, vendo a sua decadência,
vendo que tinha sido apenas perda de tempo…
Quantos foram aqueles que até começaram a destruí-la?
Mas nunca terminaram…era perda de tempo…
E é talvez…Só o amor verdadeiro as destruiria, as mandaria a baixo,
não deixando sequer uma ponta de tijolo para contar a história…
É com isso que foi vivendo…
“É com esse sonho que me alimento…
Um sonho que se desvanece dia para dia…
Um sonho que morre…que me mata…
Já não acredito nas fadas…
Nem nos príncipes…
E nem no “para sempre”…
Rasgo a roupa…
Tiro a mola que me segura o cabelo…
Sou selvagem…
Uma tremenda raiva e ódio me assola o coração…
Quero morrer?
Quero matar?
Quero apenas sair daqui…
Tirem-me daqui!!!!!!!!!!!
Este castelo cheira a memórias…
A merda deste quarto sabe a fel…
Os cigarros já não contentam nem aguçam a minha vontade…
Já não acalmam como outrora…
Tirem-me daqui…
Desisto…”
O grande portão da frente se abre fazendo rosnar as dobradiças,
Está carcomido pelo tempo…
Uma demoniazinha em forma de gente sai pela frincha aberta…
Espalhando a infelicidade do sentir…
A solidão que não lhe coube mais na vida
E muito menos no coração…
Devil_Girrl 04.05.2006
De onde brotam estes sentimentos
grandes e firmes,
gigantes e descoordenados,
como os passos de uma dança que mal acabada está…
De onde os fui desenterrar…
Ao meu passado longínquo,
em que em menina sonhei com o meu príncipe encantado?
Não, jamais iria a tamanho sonho criança buscar estes sentimentos,
apesar de verdadeiros e puros,
apesar de ter certezas infindáveis de jamais me ter sentido assim,
não me vejo a voltar à minha infância…
De tais formas e jeitos mudei tanto…
Mas tanto que até me assusto, hoje,
em que tomo consciência absoluta desse facto
tão importante na minha vida efémera de diabinha…
Quero saber a fonte, desta incontrolável ansiedade,
de te ver, cheirar, sentir, unir, amar….
Haaaaaaaa apaixonei-me, será?
Não! Vou pesquisar mais um pouco, nestes livros enormes
e que as paginas não tem fim, os livros do meu passado,
apesar de saber, pressentir, supor até…que esta abominável sede,
é com certeza de um passado recente…
Que está tão vivo dentro de mim e nos meus livros,
em que eu própria escrevo o desenrolar dos dias,
as intermináveis noites de solidão,
a dor…ou talvez as dores que me rodeiam e apoderam o meu coração…
Cá está! Ohh como eu suspeitava…
E não és mesmo um príncipe? És e sempre serás…
A tua bondade, e a tua dedicação em ajudar…
Como, como não poderei amar alguém assim?
Irresistível de olhar, muito têm a aprender é certo…
E agora que atravessa ele aqueles mares de duvidas,
que nos tomam conta da alma, do coração e da vida…
É bem certo e sabido que não o abandonarei, talvez seja
ousadia minha tomar tanta liberdade, mas sei que lho devo
como amiga que sou…
Desculpa-me as palavras de ontem, ou do outro dia,
explodir de raiva é sempre o meu primeiro acto…
Talvez o pior…mas o que posso eu fazer?
São feitios…hihi
Tantas e imensas palavras, já deves estar tão cansado
de me ouvir…ler…
Quem sabe eu não te as possa dizer,
mas de outra forma?
Quem sabe, daqui uns tempos…
Abro os braços…e vou a correr ter com os meus pequenos tesouros…
Aqueles que guardo numa caixa de sapatos…
Devil_Girrl 04.05.2006
Tantas cartas e cartões feitos…todos eles rasgados por raiva,raiva por saber, ou apenas talvez,suspeitar o que se iria passar depois…Ouve-me! porquê estares assim?Deixa-me de novo,escrever-te as cartase oferecer-te os cartões…Não te escondas mais do mundo,saí cá para fora, ou,deixa-me ir buscar-te de novo…Deixa-me conseguir maisdo que aquilo que eu já tinha conseguido…não aguento ver-te assim…não aguento mais, ver-te assim,sozinho e triste…Acorda para a vida,Arrisca, tenta, luta!Por mais batalhas que percas,não percas a força e a esperança,vive um dia de cada vez,vive o presente e o agora,deixa o futuro, para depois,deixa-o quietinho,ele se ajustará…Quebra as tuas regras,essas rígidas regras que te impões…Deixa-me amar-te de novo…eu só não te quero ver assim,Vive! Reage e Age!Devil_Girrl 01.05.2006

Sinto-me vazia…
Nem as palavras me vêm à cabeça…
Queria…queria escrever algo de bonito,
para ti…
Para ti, que és tão importante e a quem
eu nunca dediquei nada…de bonito talvez…
Sinto tanto a tua falta…
Tenho sofrido calada, em alguns momentos…
Mas noutros, explodi, com quem não devia, contigo…
De certa forma culpo-te por estarmos assim,
de outra não culpo ninguém, apenas te queria aqui
para mim…para me consolares desta minha tristeza,
que nem eu sei as razões por vezes…
Para me ajudares a fazer aquilo que não sei…
E eu não sei tanta coisa…
Para tudo o que tu sabes e bem…
Mas não podes…
Agora sou eu que devo cuidar de ti, e dos nossos,
Mas custa tanto…
Ajuda-me por favor…pelo menos com palavras ajuda-me…
Cada vez me sinto menos capaz…
Afinal…ainda não é desta que te escrevo algo bonito…
Desculpa…
Devil_Girrl 28.04.2006